sábado, 14 de novembro de 2009

Retransmission 3... 2... 1...

Após um período sabático de aproximadamente seis meses, vamos tentar uma retransmissão, ok?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Memórias de Jack Mortimer #1

Carta da despedida imaginária

Acordei essa manhã sem ideias, o que talvez faça de mim um imprestável. É bem provável que sim. Lembro bem de alguns anos atrás, quando eu imaginava que meu futuro seria repleto de realizações e coisas legais. Não que tudo tenha sido ruim. Não, não. Mas não foi como eu queria. Foi tudo normal demais, e tenho pavor à normalidade.

Talvez devesse iniciar algo diferente esta manhã. Algo como aprender a pintar ou, quem sabe, adquirir um vício. Algo assim. Por que isso seria, certamente, melhor do que o NADA se avolumando quase sólido sobre mim. Talvez você não entenda o que quero dizer. Faz tempo que alguém não entende o que quero dizer. As pessoas costumam ter medo da incoerência. Não percebem que é nela que reside a diversidade, as nuances. As pessoas preferem os padrões, o preto no branco. Aliás, muitas preferem nem ter o que preferir.

Eu não. Queria te dizer isso. Essa é minha natureza. Sempre gostei de enjoar dos amigos, dos discos, dos pratos favoritos, das ideias. Sempre gostei de gostar do que eu não gostava antes, de falar mal daquilo que sempre admirei, ser aquilo que nunca fui. Gosto da mudança. Gosto do transitório. Gosto do aleatório. Enfim. Espera-me que vou preparar um café com leite...

É, sou mesmo instável. Talvez um iconoclasta. Você sempre adorou me descrever dessa forma. Você sempre teve uma relação doentia com as palavras. Aliás, eis que surge o problema. As palavras invariavelmente falham em definir as pessoas. Você sempre tentou me entender através de seus adjetivos, enquadrando-me em conceitos, e não atentou para o fato de que só existia uma forma de me compreender: ficando ao meu lado.

Talvez eu devesse ter tido coragem o suficiente para te dizer umas boas verdades. A principal delas é que você nunca prestou atenção no ser humano que tentei ser para estar contigo. Você sabe o que isso significa? Claro que não! Não sabe mesmo. Mas eu estive em sua vida. Tente mudar isso algum dia!

Bom, agora vou embora. Não voltarei mesmo. Nunca mais. Não voltarei porque esse mundo não me aceitou, então decidi não aceitá-lo também. Vou viajar um tempo, conhecer pessoas mais simples e, quem sabe, aprender algo com elas. Vou viajar porque, sem ter raízes, não serei obrigado a ser um só. E quero do fundo de meu coração ser alguém diferente para cada pessoa que encontrar.

Desejo-te toda a sorte do mundo e faço o mesmo por mim! Adeus, amigo.

Jack Mortimer

P.S: Carta encontrada na mochila, junto ao diário e outros pertences do autor, em alguma estrada por aí...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Baby 666

Foi divulgado o trailer do novo filme de terror de Lars Von Trier, o dinamarquês mais chato de todos os tempos. ‘Antichrist’, protagonizado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, terá como cenário uma barraca no meio de uma floresta sombria, no melhor estilo ‘Evil Dead’.

Boa parte de meus temores foram amenizados com o fato de saber que o filme contará com a presença ilustre de cenários e locações reais. O trailer consegue atiçar a curiosidade (mórbida, pode ser) e a ópera que serve de trilha tem um efeito psicológico interessante.

Considerando o juízo do responsável pela obra, podemos esperar, pelo menos, por duas opções: 1 – teremos os piores índices de perda de tempo per capita já registrados na história ou 2 - muito neguinho vai sair melado de medo da sessão.

O lançamento no Brasil está previsto para agosto. Eis a nova cria do omi.


domingo, 5 de abril de 2009

:$

Lazanha congelada. Oitavo pecado capital!


Uma combinação nefasta de muito trabalho, relatórios, lazanha congelada e Sukita têm me impedido de tocar com honradez (leia-se regularidade) esse microcosmos recém-nascido.

No entanto, aguardem! Este que vos escreve reserva algumas emoções para as semanas vindouras.

Um beijo a todos!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Da série: underclássicos #1

Desprezado pela maioria das listas de melhores de todos os tempos, ‘Um Lobisomem Americano em Londres’, de John Landis, é um filho injustiçado da prolífica produção de filmes de terror dos idos anos 80.

O roteiro é simples e eficiente. Dois amigos, David Kessler (David Naughton) e Jack Goodman (Griffin Dunne), decidem mochilar em alguma instância remota da Inglaterra. Muita diversão, muita risada e mulheres à vista, até que em determinada noite, a despeito dos avisos dos habitantes locais, eles decidem prosseguir viagem.

Ao caminharem nas proximidades de um mal-afamado pântano, não é preciso se esforçar para imaginar o que acontece. Os dois andando sozinhos no escuro, jogando conversa fora como só dois amigos sabem fazer e voilá: são cercados e impiedosamente atacados por uma espécie de animal feroz. Jack é retalhado em fatias generosas e se torna uma alma penada. David sobrevive para contar a história, mas não sem pagar o devido preço por isso.

Nos primeiros vinte minutos de filme, Landis consegue fazer com que rapidamente sintamos uma forte empatia pelos protagonistas, dosando bem os climas de descontração e suspense. A dupla de atores, bastante carismática, também ajuda. A dinâmica entre David e seu finado e samaritano amigo Jack – que, após o ataque, retorna do além só para alertar que o pior ainda está para acontecer – é tão fluida e hilária, que por si só valeria os noventa e tantos minutos de filme. Os diálogos entre eles são bons exemplos de burrice inteligente finamente trabalhada por Hollywood.

No entanto, a cereja do bolo é mesmo a transmutação sem paralelos de David. Consta que o processo de concepção e produção dessa única cena durou nove meses. A transformação é tão perfeita que rendeu a Rick Baker, técnico de efeitos especiais do filme, seu primeiro Oscar (o gaiato é so fuckin’ good no que faz, que ao longo da carreira arrastou sete prêmios da Academia).

A perfeição da sequência é de fazer caírem as bolas. A decomposição do corpo de Jack, que a cada visita parece estar pior (observe, ao final, a semelhança entre ele e o apresentador do 'Contos da Cripta'), é outro tiro certeiro da parte de efeitos. Se considerarmos que o filme data de 1981 (nessa época, os computadores mal resolviam uma raiz quadrada), podemos ter uma ideia da genialidade de Baker.

Enfim, a cena inteira está aí embaixo para quem estiver achando que exagerei. Quem já viu, pode matar a saudade. Para quem ainda não viu, fica o aviso: fique longe dos pântanos.



quarta-feira, 18 de março de 2009

WELCOME HUMANS!